Dicas de Viagem: Lagos Andinos - Santiago a San Carlos de Bariloche com Buenos Aires e Montevideo

Aqui começo mais uma dica de mochilão. Essa viagem foi realizada em 2005, partindo de Recife, com escala em Guarulhos e tendo como destino os lagos andinos. O objetivo da viagem era bem definido: ver neve pela primeira vez e ter a oportunidade de aproveitar todos os prazeres esportivos proporcionados por esse gelinho que cai do céu.

A chegada em Santiago é belíssima. Dá para ver da janela algumas montanhas cobertas por neve. Chegando ao aeroporto de Santiago, pega-se um táxi amarelo e preto, que cobra ou em dólares ou em pesos chilenos para levar até o hotel. O preço gira em torno de US 20,00 até o centro de Santiago. Se preferir usar ônibus, fica algo como US 3,00.




A hospedagem dessa vez ficou por conta do HI Santiago, que fica na Calle Cienfuegos 151, e pertinho da estação de metro Los Heroes. O albergue é super organizado, com banheiros e quartos limpos, lockers em cada quarto (você precisa ter seu cadeado) e café da manhã básico. As diárias são a partir de US 30,00 e vai depender do tipo de acomodação que você vai querer. Existem quartos compartilhados, quartos privados com ou sem banheiro. Dentro do albergue há uma agência de viagens, onde você pode comprar pacotes para visitar vinícolas, Valparaíso, Viña del Mar, os centros de esqui ou até mesmo a cidadezinha de San Pedro do Atacama, no meio do deserto. Existem opções de passeios à cidade de Mendoza, na Argentina.


Lembre-se que para entrar no Chile não é necessário o passaporte brasileiro, tampouco do visto chileno, porém você precisa da carteira de identidade brasileira em boas condições.


Ao andar pelas ruas de Santiago você vai perceber como a cidade é organizada e limpa, com povo educado e receptivo. A cidade contrasta arquitetura antiga com o novo. Assim como os carros no meio da rua.


No primeiro dia fui fazer um passeio a pé pelo centro de Santiago, onde é possível conhecer vários lugares turísticos. As figuras de Salvador Allende e Pablo Neruda estão fixas pela cidade na forma de bustos. Lugares como o Palácio do Governo, a torre de TV, o Correo Central, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o Museo Histórico Nacional, a Universidade do Chile e a Universidade de Santiago e a Biblioteca Nacional ficam bem próximos um ao outro.




Um lugar fantástico de conhecer que fica plantado no meio da cidade é o Cerro Santa Lucia, um morro com 69 metros onde é possível ver Santiago de cima por praticamente todos os lados. Ao fundo tambem é possível ver as montanhas, que dá um ar muito característico a essa bela cidade.




Estando em Santiago, não deixe de ir a um Café com Piernas, os mais conhecidos são o Haiti e o Caribe, no Paseo Ahumada, centro da cidade. Nesse lugar as atendentes servem usando vestidos de lycra bem curtos, onde deixam à mostra não apenas as pernas. Não se trata de um bordel, o lugar reamente funciona assim e se tornou uma atração turistica na cidade. Também não deixe de apreciar o Pisco Sour, um destilado de uva que é preparado com limão e açúcar e tem um sabor delicioso. Aproveite para comprar algumas garrafas, pois aqui no Brasil não é fácil encontrar.


À tarde fui conhecer a vinícola Concha y Toro, que fica no Vale do Maipu, bem próximo à capital. É possível comprar um passeio pela agência de turismo, mas também é possível chegar lá através de ônibus de linha ou de metrô. As visitas devem ser agendadas com antecedência, então vale a pena mandar um email ou ligar confirmando. A entrada custa pouco e você ganha uma taça para guardar como lembrança. A visita é guiada em grupos em inglês ou em espanhol. Você pode conhecer as instalações da vinícola, a parte de armazenamento, as videiras e até o Casillero del Diablo. No final da visita há uma lojinha para comprar suas garrafas. Aceitam cartão de crédito.






No segundo dia fui finalmente conhecer a neve. Peguei um transfer por uma agência chamada Ski Total, que pega você no hotel e depois te leva de volta. O passeio custa algo em torno de US 20,00 e cada transfer leva em torno de 1 hora a 1 hora e meia, depende do seu destino.

O lugar onde se localizam os centros de esqui mais próximos a Santiago se chama Los Farellones. Lá estão o El Colorado, que fica a 50 km (aproximadamente) de Santiago e, em seguida, o Valle Nevado, que fica a uns 20 km (aproximadamente) a mais.
El Colorado é um centro mais simples e mais barato. Lá é possível fazer aulas de esqui que são bem práticas e em menos de 1 hora você já está fazendo os fundamentos básicos: manobras para direita ou esquerda e como parar. As pistas, tipos de neve e formas de esquiar são classificados por normas internacionais.
A estação do Valle Nevado é mais ampla, com várias opções de pista e com um preço um pouco mais alto que do El Colorado. Em ambas as estações existem hotéis com pacotes com hospedagem e acesso às pistas inclusos.
Fiquei no El Colorado, por ser mais perto e por estar com pouca grana, além de desconfiar que não aproveitaria todos os recursos do Valle Nevado por ainda não saber esquiar. Desci a primeira vez com muita dificuldade. A segunda cai menos. Na terceira eu ja contava nas duas mãos a quantidade de quedas. E a partir daí as coisas vão acontecendo naturalmente e você vê que já está esquiando com um pouco de propriedade, para aquele tipo de pista, com aquele tipo de neve e com aquela inclinação. Mais difícil que esquiar é conseguir pegar o teleférico de pernas, que o leva até o alto da pista. Levei inúmeros tombos e perdi minha vez na fila para tentar subir.





A vista de cima da montanha é linda e, se não me engano, você está a mais de 3.000 m de altitude quando está por lá.




Os dias restantes em Santiago foram bem parecidos: acordando cedo, pegando a van para ir à montanha, esquiando o dia inteiro e voltando no final do dia.


À noite, vale a pena sair na região da Bella Vista e da Suécia, lugares bem movimentados em Santiago, onde se pode ir jantar, sentar num bar para beber e conversar ou ir a uma balada.


Saindo de Santiago com direção à Bariloche, peguei um ônibus na estação central de Santiago da empresa TurBus, que comentaram que pertencia aos mesmos donos da Lan Chile. Os assentos são praticamente uma cama, com descanso para pernas, travesseiros e lençõis. É servido lanche e café da manhã. O trajeto Santiago até Bariloche demora quase um dia. No percurso uma das paradas é em Puerto Montt, onde é possível ver o oceano Pacífico, caso você não tenha feito o passeio a Valparaíso e Viña del Mar.




Saindo do Chile o ônibus para no serviço de imigração Chilena e na entrada da Argentina mais uma vez para no serviço de imigração, porém Argentino.

A estrada é muito bonita, com gelo e neve por todos os lados. Inclusive é possível ver as camadas de neve ao longo do tempo, pela crosta que se forma sobre as margens da estrada.

Chegando em San Carlos de Bariloche (chamada por muitos de Brasiloche) é possível ver o belíssimo lago Nahuel Huapi, onde se pode praticar alguns esportes.




No primeiro dia me acomodei no albergue HI Tango Inn, que fica em frente a esse lago e relativamente próximo ao centro. Albergue muito bom, com muita gente jovem de várias partes do mundo, com pebolim, sala de vídeo, sinuca e um bar logo na entrada.


No segundo dia acordei cedo e fui para a montanha. Peguei um ônibus de linha mesmo que era super barato. Fiquei fazendo snowboard mas tive muita dificuldade, a neve estava bem batida e dura, o que doía muito nas quedas. Troquei o equipamento por esqui e fiquei esquiando o resto do dia em pistas azuis e verdes. Almocei na própria estação, que servia um combinado no almoço com bebida e postre inclusos por apenas 40 pesos argentinos.

Tomei bastante Quilmes e Heineken por lá.







No terceiro dia começou a nevar e o chão ficou mais fofo, porém não arrisquei o snowboard novamente.






No outro dia pela manhã fui ao aeroporto de Bariloche e peguei um voo direto pela LAN para Buenos Aires, pousando no Aeroparque.


Deixei minhas coisas no albergue HI Recoleta (não recomendo) e fui caminhar pela cidade. O primeiro local visitado foi o teatro Cólon. Depois aproveitei para andar pela 9 de julio e observar um pouco da arquitetura. Tirei fotos no obelisco. Na sequência fui na Plaza de Mayo, onde se vê o Banco de la Nación Argentina, Casa Rosada, Catedral Metropolitana, Cabildo. Visitei a Casa Rosada e o Museo da Casa Rosada, que fica por baixa da mesma, com entrada lateral oposta ao Banco de la Nación Argentina. Dentro da catedral está o mausoléu do General San Martin. Depois fui tomar um café no Tortoni e sentei na mesa de Ana Maria Moncalvo. Chegou a noite e fui pra Recoleta passear nas calçadas. Aproveitei para comer no Locos por El Fútbol.


No dia seguinte fui caminhar por Palermo e visitei o jardín japonés. Passei o dia inteiro lá. Depois fui passear pela Florida. Daí voltei pro albergue para pegar as coisas e me mandar pro Uruguay.


Por fim fui visitar Montevideo. Mas estou sem tempo para escrever agora sobre essa outra parada.


Atualizarei o blog em breve com fotos e o resto da viagem.

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