sábado, 26 de setembro de 2026

Riviera Ligure em família: 5 dias entre vilas medievais, praias, gelatos e focaccias

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Sobre o Destino

Quando pensamos na Itália, normalmente imaginamos Toscana, Lago di Como ou Cinque Terre, entre outros destinos populares. Mas existe um pedaço da Ligúria que continua relativamente preservado dos grandes fluxos de turistas e que os próprios italianos adoram frequentar: a região de Finale Ligure.

Nas férias de outono de 2026, entre os dias 3 e 7 de outubro, fizemos uma viagem curta de carro saindo de Stans, combinando compras, gastronomia, praias, vilarejos medievais e atividades para as crianças. 

Nossa base foi o Loano 2 Village, em Loano. Nem tudo saiu como o planejado: o tempo virou, vários restaurantes estavam fechados e o roteiro teve que ser reorganizado no meio do caminho. Mas foi justamente isso que tornou a viagem tão divertida de contar.

Visto

Para brasileiros e cidadãos da União Europeia não há necessidade de visto para viagens de turismo de curta duração. Como moramos na Suíça, bastou levar os documentos de identidade.

Como Chegar

Saímos de Stans de carro, passando pelo túnel do Gotthard e entrando na Itália por Como. Pelo planejamento, a viagem teria cerca de 4h30 até Serravalle e mais 90 km até Loano. Na prática, com as paradas para compras e almoço, a viagem de ida durou aproximadamente 10 horas e meia, sendo 5 horas de paradas e 5 horas e meia de estrada. A volta levou cerca de 9 horas, com 6 de estrada e 3 de paradas.

Onde Ficar

Ficamos no Loano 2 Village, um hotel familiar com estacionamento e muita estrutura de lazer: cerca de quatro piscinas externas (uma grande com área para crianças, uma para adultos, uma jacuzzi e uma de natação), uma piscina interna mais funda, playground, campo de futebol e vôlei de praia, quadra de tênis, mesa de ping-pong e bar na piscina. O café da manhã e jantar são em buffet.

No outono, porém, há alguns pontos para ter em mente:
  • A água das piscinas externas já estava um pouco fria, mas nada que impedisse as crianças de brincar.
  • Havia muitas moscas ao redor das piscinas, principalmente nos dias quentes e sem vento. Leve repelente.
  • O público é formado majoritariamente por casais mais velhos, com poucas famílias com crianças. Havia bastante gente da Suíça, porque o período coincide com as Herbstferien, as férias escolares de outono.

Primeiro Dia – Da Suíça até a Ligúria, com IKEA, Kiabi e Serravalle

Saímos de Stans por volta das 9h30 e pegamos trânsito no túnel do Gotthard. Nossa primeira parada foi no IKEA de Corsico, nos arredores de Milão, onde almoçamos. Depois atravessamos a rodovia e fomos à loja Kiabi, onde compramos roupas infantis. Essa parada levou cerca de três horas e atrasou um pouco o planejamento.

Seguimos então para o Serravalle Designer Outlet, o maior outlet da Itália, onde ficamos mais duas horas fazendo compras e aproveitamos para jantar por lá.

Chegamos ao hotel por volta das 20h. Fizemos o check-in e um reconhecimento das piscinas, do playground, do campo de futebol, da quadra de tênis e dos restaurantes, e fomos dormir. Finalborgo e o jantar no Barabba, que estavam no plano original, ficaram de fora.

Segundo Dia – Hotel, piscinas e uma tarde de mar em Finale Ligure

Como todo mundo estava cansado, trocamos o passeio por um dia de descanso. Tomamos café no buffet do hotel e aproveitamos as piscinas e o ping-pong.

Para o almoço, tentamos o Sapore di Mare, em Finale Ligure, restaurante que estava no roteiro como opção de jantar. Chegamos por volta das 13h30, não havia mesa e, como já estávamos com fome, não quisemos esperar. Almoçamos ao lado, na Trattoria Vineria Acquolina, com frutos do mar, que foi um destaque na viagem, e trofie ao pesto.

Depois caminhamos pela orla e tomamos banho de mar em Finale Ligure. A água estava gelada no começo, mas depois de alguns minutos o corpo se acostuma, e ficamos cerca de uma hora no mar.

Fechamos a tarde com um gelato no Il Dattero, a poucos passos do restaurante, e voltamos ao hotel para mais piscina e ping-pong. No jantar, pedimos pizza da Pizzeria Soccer, ao lado do hotel.

Terceiro Dia – Finale Ligure, Finalborgo e as Grotte di Borgio Verezzi

O café da manhã foi no quarto, com iogurte, suco, e o que sobrou da pizza do dia anterior. Depois de uma partida de ping-pong, saímos para o Panificio Rotondo, em Finale Ligure (e não em Finalborgo, como estava no plano). Comemos focaccia e três doces diferentes: um recheado de pistache, um em formato de coração e outro de kumquat.

Depois de uma volta pelo centro de Finale Ligure, seguimos de carro até Finalborgo. Estacionamos perto do centro, andamos pelas ruas de pedra e subimos até o Castel San Giovanni, o castelo que fica antes do Castel Gavone. Seguimos até a metade do caminho para o Gavone, mas as crianças cansaram e as moscas nos irritaram tanto que descemos. O Castel Gavone, portanto, ficou de fora.

Para o almoço, o Al Quattro Canti estava fechado. Fomos à Osteria Botte Gaia, na pracinha. Comi um polvo, as crianças pediram massa com calamari e minha esposa uma massa recheada de peixe. A comida estava boa, mas achamos um pouco cara, o que combina com a localização em plena área turística. 

Depois, gelato no Bar Centrale, onde o de chocolate branco com caramelo salgado foi unanimidade. Passamos no Fudi Supermercato para fazer compras e voltamos ao hotel. 

No meio da tarde, o tempo ainda estava nublado, mas decidimos ir às Grotte di Borgio Verezzi. Havia estacionamento gratuito na frente, pagamos a entrada e fizemos a visita das 16h às 17h. O tour foi em alemão, mas a guia também falava italiano e inglês. As formações são lindas, pela geometria e pelas cores dos minerais, e a história de como a caverna foi descoberta e explorada é muito interessante. Na saída, compramos algumas pedras na lojinha.

Verezzi, que seria a parada seguinte, ficou de fora: chovia e voltamos direto ao hotel. Jantamos no hotel, preparando trofie com pesto e camarões, e ficamos no quarto conversando e brincando.

Quarto Dia – Malpasso, Varigotti, barbeiro e o gelato da Pastorino

Tomamos café no quarto e, por volta das 9h, passamos na padaria Gran Forno, na esquina da Via dei Gazzi com a Via Dante Alighieri, em Loano, onde compramos focaccia e doces e aproveitamos para agendar o corte de cabelo das crianças.

Como a previsão era de sol pela manhã e chuva à tarde, dedicamos a manhã à praia. Passamos de carro por Noli, que achamos bonita mas não visitamos, e seguimos para o Malpasso. Descemos e achamos o lugar lindo, mas o acesso, com parada na estrada e crianças, nos pareceu perigoso. Voltamos para Varigotti, onde estacionamos de graça nas faixas brancas da Strada degli Ulivi, perto do Poste Italiane.

Fora da temporada de verão, não encontramos restaurante aberto em Varigotti. Segundo um comerciante, só reabrem na próxima temporada. Nosso almoço improvisado foram focaccias do Anciüa Caffè. O mar estava revolto, mas conseguimos mergulhar em dois pontos: perto do Bagni Nettuno e perto do Molo di Varigotti, para onde caminhamos em direção ao leste da praia.

Voltamos ao hotel por volta das 14h e almoçamos no quarto: minha esposa preparou espaguete à bolonhesa, com massa Rummo.

À tarde fomos ao Parrucchiere Massimo, na Via Dante Alighieri, a dois ou três minutos do hotel. A barbearia existe desde 1959, fundada pelo pai do Massimo, que assumiu em 1980. Ele é simpático, carismático e entende português. Cortou o cabelo dos nossos dois filhos por 15 euros cada, e ficou ótimo. Depois passamos na Farmácia Superiore, na Via dei Gazzi, ao lado, e voltamos ao hotel para piscina, bar da piscina, tênis e futebol.

Jantamos no hotel e, à noite, fomos de carro à Gelateria Pastorino, em Calice Ligure. Experimentamos manga, figo, bonet, pinoli, nocciola, stracciatella e pistache, todos muito bons. Estava uma noite fria e Calice Ligure fica um pouco longe de Loano, mas valeu a viagem e fomos muito bem atendidos. Na volta, preparamos as malas.

Um arrependimento: o Massimo nos indicou o Bagatto Osteria como o melhor restaurante de frutos do mar de Loano, e decidimos não ir.

Quinto Dia – Volta para casa

Tomamos café no hotel e eu saí para comprar focaccia com queijo e vários doces, incluindo o bacio di Loano, no Gran Forno. Fizemos o check-out e já pegamos a estrada, sem aproveitar mais o hotel.

Fizemos uma parada entre Loano e Corsico porque nosso filho passou mal, mas deu tudo certo. Na saída da Ligúria pegamos um trânsito longo, que atrasou cerca de meia hora. 

Almoçamos no IKEA de Corsico e aproveitamos o tax-free. Perto de Como, paramos na alfândega para fazer o registro do tax-free no totem da Global Blue. Fizemos mais uma parada para um café antes do túnel do Gotthard e chegamos em casa depois de cerca de 9 horas: 6 de estrada e 3 de paradas.

Dicas Extras

  • Fora da temporada, confira os dias de folga. Segunda e terça são dias comuns de fechamento na região. O Al Quattro Canti estava fechado na segunda e o Barabba só abre de quinta a domingo. Em Varigotti, quase nenhum restaurante estava aberto. Ligue ou confira no Google Maps antes de ir.
  • Reserve mesa. O Sapore di Mare estava sem lugar às 13h30 de um domingo.
  • Cuidado com restaurantes em praças turísticas. A Osteria Botte Gaia, em Finalborgo, estava boa, mas cara para o que serviu.
  • O mar muda de humor. Na praia de Varigotti, o mar estava revolto e na de Finale Ligure estava calmo. Confira a previsão no dia e evite mergulhar com crianças se as ondas estiverem quebrando forte na beira.
  • Malpasso tem acesso difícil com crianças. Parar na estrada com crianças nos pareceu arriscado.
  • Leve repelente para as moscas. Elas nos incomodaram no hotel e em Finalborgo.
  • Aproveite o tax-free. Guarde as notas das compras e registre no totem da Global Blue na fronteira.
  • Compre os doces típicos. Canestrelli, baci di Alassio e bacio di Loano são boas lembranças.
  • Gelato: o de chocolate branco com caramelo salgado do Bar Centrale e a Pastorino foram os nossos favoritos.
O que ficou de fora: Castel Gavone, Noli a pé, Verezzi, Bergeggi, Sapore di Mare, Barabba e Bagatto Osteria. Ficam para a próxima.

Se voltássemos: reservaríamos mais dias com mais sol, para aproveitar as praias, e começaríamos o roteiro pelos restaurantes que sempre fecham.

Foi uma viagem curta, com imprevistos, e justamente por isso ainda mais divertida de lembrar.

Faça uma boa viagem!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Milão e Monza 2026 — um fim de semana em família com direito a Fórmula 1

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Milão, no norte da Itália, é um destino que combina história, arte, gastronomia, compras e uma vida urbana bastante movimentada. Em setembro, no final do verão europeu, a cidade pode apresentar dias bastante quentes, e uma boa época para visitá-la é durante o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, realizado no Autodromo Nazionale Monza, a poucos quilômetros de Milão. Este roteiro mostra como aproveitar quatro dias na região, combinando os principais pontos turísticos de Milão com um domingo inteiro dedicado à Fórmula 1.

Sobre o Destino

Milão é uma das cidades mais importantes da Itália e possui uma característica diferente de destinos como Roma, Florença ou Veneza. É uma cidade mais moderna, dinâmica e cosmopolita, mas preserva um patrimônio histórico e artístico enorme.
O grande símbolo da cidade é o Duomo, mas Milão oferece muito mais: a Galleria Vittorio Emanuele II, o Museo del Duomo, o Cenacolo Vinciano, o Castello Sforzesco, o Parco Sempione, a Arco della Pace, Brera e os canais de Navigli.
Para quem gosta de Fórmula 1, existe ainda um motivo especial para conhecer a região: o Autodromo Nazionale Monza fica próximo de Milão e recebe o tradicional Grande Prêmio da Itália.
Monza é um dos circuitos históricos da Fórmula 1. A pista foi inaugurada em 1922 e faz parte do calendário do campeonato desde a primeira temporada da categoria, em 1950, com apenas uma exceção. É conhecida pela alta velocidade e pelo ambiente proporcionado pelos tifosi italianos.

Visto

Brasileiros não precisam de visto para viagens de turismo de curta duração na Itália, dentro das regras do Espaço Schengen.
A permanência turística para brasileiros é normalmente limitada a 90 dias dentro de um período de 180 dias.
Como as regras de entrada podem mudar, é sempre recomendável conferir as exigências atualizadas antes da viagem.

Como Chegar

Milão é uma das cidades mais fáceis de acessar no norte da Itália, principalmente por avião e trem.

De avião

A cidade possui três aeroportos principais: Malpensa, Linate e Bergamo.
O Aeroporto de Malpensa é o principal aeroporto internacional e fica mais distante do centro. A ligação ferroviária até a Milano Centrale facilita bastante o deslocamento, além de existirem ônibus diretos.
Linate é o aeroporto mais próximo do centro de Milão e costuma ser uma opção bastante conveniente para voos dentro da Europa.
Bergamo, apesar de ficar em outra cidade, é bastante utilizado por companhias aéreas de baixo custo. A partir do aeroporto, existem ônibus diretos para a Milano Centrale.

De trem

Para quem já está na Suíça ou em outras cidades da Europa, o trem pode ser uma das melhores formas de chegar a Milão.
Existem conexões diretas de várias cidades suíças. De Lugano, por exemplo, há diversos trens diretos para Milano Centrale, com viagem de aproximadamente 1h20. Também existem conexões diretas a partir de Zurique, Lucerna, Berna, Basileia e Genebra. (business.sbb.ch)
Foi justamente essa a opção utilizada nesta viagem.
A viagem começou em Stans, na Suíça, com deslocamento até Altdorf e depois Lugano. De Lugano, foi utilizado um trem direto para Milano Centrale, chegando a Milão no início da noite.
A Milano Centrale é uma excelente porta de entrada para a cidade. A estação é grande, bem conectada ao metrô e concentra diversas linhas ferroviárias nacionais e internacionais.
Para quem pretende continuar viagem pela Suíça depois de Milão, também existem conexões diretas para Lugano. O serviço regional RE80, por exemplo, possui uma saída de Milano Centrale às 5h43, chegando a Lugano às 6h58. 

Como se locomover a partir da Milano Centrale

A Milano Centrale é atendida pelas linhas M2 e M3 do metrô, além de diversas linhas de ônibus e tram.
Para quem está hospedado em regiões mais afastadas do centro, o metrô costuma ser a alternativa mais prática.
Milão também possui uma extensa rede de tram, que pode ser interessante para quem prefere conhecer a cidade durante o deslocamento.
Para quem pretende utilizar bastante o transporte público, o sistema ATM oferece bilhetes individuais, passes de 24 horas e outras modalidades. O pagamento por aproximação também pode ser bastante conveniente para quem não deseja comprar bilhetes antecipadamente.

Como chegar a Monza

Para quem vai assistir ao Grande Prêmio da Itália, a logística é diferente.
Monza fica próxima de Milão, mas o deslocamento no domingo do GP pode ser bastante mais demorado devido ao enorme volume de pessoas.
Nesta viagem, a opção escolhida foi ir de carro com estacionamento previamente reservado. A saída de Milão aconteceu às 7h da manhã e o trajeto de ida foi bastante tranquilo.
Na volta, porém, houve muito trânsito e o deslocamento demorou aproximadamente o dobro do tempo da ida.
Por isso, quem for ao Grande Prêmio deve considerar Monza como um passeio para o dia inteiro e não marcar compromissos importantes em Milão logo após a corrida.

Onde Ficar

Uma boa opção para quem pretende fazer uma viagem curta e também visitar Monza é ficar em Città Studi.

A região possui acesso ao transporte público e fica relativamente próxima da Milano Centrale, o que facilita bastante a saída para quem tem trem muito cedo.

Uma alternativa utilizada nesta viagem foi o BBHotels Aparthotel Città Studi, na Via Giovanni Pascoli.

O formato de aparthotel também apresenta uma vantagem importante para viagens com programação intensa: é possível comprar alimentos em supermercado e preparar o café da manhã no próprio quarto.

Isso foi especialmente útil no domingo do GP, quando a saída para Monza aconteceu às sete da manhã.

Aluguel de Carro

O hotel não possui estacionamento próprio.
Por esse motivo é importante reservar uma vaga na:
Autosilo Romagna
A garagem fica próxima ao hotel e permite deixar o carro estacionado durante toda a estadia, evitando deslocamentos desnecessários dentro da cidade.

Primeiro dia — Chegada a Milão e Navigli

O primeiro dia pode ser dedicado à chegada e a um passeio noturno por Navigli.

Para quem chega de trem vindo da Suíça, como no caso de quem vem de Lugano, a chegada acontece na Milano Centrale. De lá, o metrô permite chegar rapidamente a diferentes regiões da cidade.

Depois de deixar a bagagem no hotel, uma boa opção é jantar em um restaurante próximo e aproveitar a noite para conhecer Navigli.

Jantar em Città Studi

Uma possibilidade é o Crono, na Via Giovanni Pascoli.

O restaurante oferece pratos tradicionais da cozinha milanesa a preços relativamente acessíveis. Uma opção interessante é o risotto alla milanese, prato clássico da cidade.

Na experiência desta viagem, o risotto foi muito bem preparado e apresentou uma boa relação entre qualidade e preço.

O ambiente, porém, estava bastante vazio naquela noite. Portanto, para quem considera o movimento do restaurante um fator importante, vale observar a ocupação no momento da visita e considerar outras opções caso esteja procurando um ambiente mais animado.

Navigli

Depois do jantar, vale seguir para Navigli.

A região dos canais é uma das melhores opções para conhecer a vida noturna de Milão sem necessariamente entrar em uma boate.

As ruas próximas ao Naviglio Grande ficam cheias de pessoas, bares e restaurantes. É uma região particularmente agradável para caminhar, tomar um drink e observar o movimento.

O Bobino é uma das opções existentes na região para quem deseja parar para beber alguma coisa.

Para quem gosta de ambientes movimentados, Navigli provavelmente será mais interessante do que procurar um bar isolado ou escondido.

Na volta para o hotel, uma parada em um supermercado como o Esselunga pode ser bastante útil para comprar água, café da manhã e lanches para o dia seguinte.

Segundo dia — Os principais pontos de Milão

O segundo dia pode ser reservado inteiramente para conhecer Milão.

É um dia bastante intenso, mas é possível combinar vários dos principais pontos turísticos utilizando metrô, tram e caminhadas.

GustaMi

Para começar o dia, uma opção é o GustaMi.

Focaccia, brioche e café formam um café da manhã simples e bastante adequado para quem pretende caminhar bastante.

Galleria Vittorio Emanuele II

O primeiro passeio pode ser pela Galleria Vittorio Emanuele II.

Localizada ao lado do Duomo, a galeria impressiona principalmente pela arquitetura.

Mesmo para quem não pretende fazer compras, vale entrar, caminhar pelo interior e observar os detalhes do edifício.

Duomo de Milão

Em seguida, é possível visitar o Duomo.

A catedral é uma das construções mais impressionantes de Milão e merece algum tempo para ser explorada.

Além da igreja, vale visitar o Museo del Duomo.

Para quem tem tempo, a visita aos terraços é especialmente recomendada.

Terraços do Duomo

A subida aos terraços proporciona uma das melhores vistas panorâmicas de Milão.

É possível observar o centro histórico, os prédios modernos da região financeira e, em dias de boa visibilidade, até os Alpes.

A visita exige atenção ao horário reservado. É recomendável chegar dentro da janela indicada no ingresso para evitar problemas de acesso.

Compras

A região do Duomo também permite combinar turismo com compras.

Há inúmeras lojas nas proximidades, incluindo grandes redes internacionais.

Por isso, quem pretende fazer compras pode aproveitar o deslocamento entre os pontos turísticos sem precisar reservar necessariamente um período exclusivo para isso.

Cenacolo Vinciano — A Última Ceia

Depois do centro, vale seguir para Santa Maria delle Grazie para visitar o Cenacolo Vinciano.

A visita à Última Ceia, de Leonardo da Vinci, é uma das experiências culturais mais importantes de Milão.

É recomendável reservar o ingresso com antecedência, pois o número de visitantes por horário é limitado.

A obra é relativamente pequena quando comparada à expectativa que costuma cercá-la, mas merece ser observada com calma.

Almoço: cotoletta alla milanese

Depois da visita ao Cenacolo, uma boa opção é experimentar outro clássico da gastronomia local: a cotoletta alla milanese.

A La Sciura Trattoria, na Via Vincenzo Monti, é uma alternativa para quem deseja experimentar a versão tradicional feita com vitela.

A porção é muito grande e pode facilmente ser suficiente para duas pessoas.

É importante não confundir com algumas versões feitas com carne de porco. A cotoletta tradicional milanesa é preparada com vitela e normalmente é servida com o osso.

Para quem já comeu risotto alla milanese, experimentar a cotoletta é uma boa maneira de completar os dois grandes clássicos da gastronomia local.

Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci

Depois do almoço, uma boa opção é o Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci.

O museu é enorme e pode consumir facilmente duas ou três horas.

É especialmente interessante para quem gosta de ciência, tecnologia, engenharia e da história de Leonardo da Vinci.

Como o museu é grande, é recomendável selecionar previamente as áreas de maior interesse.

Castello Sforzesco

Depois do museu, é possível seguir para o Castello Sforzesco.

Mesmo que não haja tempo ou interesse em visitar todos os museus internos, os pátios e áreas externas já valem a visita.

Do castelo, pode-se atravessar o Parco Sempione e continuar até a Arco della Pace.

É um passeio agradável e permite conhecer uma área diferente do centro turístico de Milão.

Gelato

Depois de um dia tão intenso, vale terminar a noite com um gelato.

Para quem estiver hospedado em Città Studi, a Artico Gelateria Città Studi é uma boa opção.

Sabores de frutas, como melão e pêssego, são uma alternativa interessante para quem procura algo mais leve depois de um dia inteiro de caminhada.

Terceiro dia — Grande Prêmio da Itália em Monza

O terceiro dia deve ser reservado integralmente para o Grande Prêmio.

Quem estiver hospedado em Milão deve sair cedo.

Nesta experiência, a saída aconteceu às sete da manhã de carro, com estacionamento reservado próximo ao circuito. Como o deslocamento foi feito cedo, a ida foi bastante tranquila.

Chegando ao circuito

Depois do estacionamento, o acesso ao circuito foi relativamente simples.

O ideal é chegar cedo, principalmente para quem possui ingresso de Prato/General Admission e pretende escolher um bom lugar para assistir às corridas.

Além da Fórmula 1, o domingo oferece outras categorias e atrações ao longo do dia.

Onde assistir no Prato

Para quem não possui arquibancada numerada e utiliza o ingresso de Prato, a região da Lesmo 2 foi uma boa escolha.

A área possui boa estrutura, com telão, alto-falantes e bastante arquibancada nas proximidades.

O telão é particularmente importante porque permite acompanhar acontecimentos da corrida que não podem ser vistos diretamente daquele ponto do circuito.

A região da Variante Ascari também é bastante interessante, mas pode ficar muito cheia. Em uma manhã de GP, as arquibancadas podem estar completamente ocupadas.

Atenção ao sol

O principal problema encontrado no ponto escolhido próximo à Lesmo 2 foi a exposição ao sol.

Na posição em que se ficou, praticamente não houve sombra durante todo o dia.

Já mais próximo da Lesmo 2, na região do Prato localizada junto às árvores, havia uma sombra bastante interessante no final da tarde.

Por isso, em um dia de muito calor, não basta escolher apenas pelo ângulo de visão. É importante observar também de onde virá a sombra durante as diferentes horas do dia.

Para um GP em setembro, protetor solar, boné ou chapéu e muita água são itens fundamentais.

Água e alimentação

Existem vários pontos de água dentro do circuito.

É preciso, entretanto, observar a sinalização, porque nem todos os pontos encontrados necessariamente oferecem água potável.

Também é bastante útil levar seus próprios lanches.

Passar o dia inteiro no circuito significa ficar muitas horas longe de restaurantes e lojas convencionais, e carregar comida ajuda a economizar tempo e dinheiro.

Mochilas e cadeiras

Na experiência realizada em 2026, a inspeção das mochilas na entrada foi bastante superficial.

Foi possível observar muitas pessoas entrando com garrafas maiores que os 500 ml previstos nas regras e também com diferentes tipos de cadeiras desmontáveis, inclusive modelos maiores de camping.

Isso não deve ser interpretado como garantia de que a fiscalização será igual em todos os anos. As regras oficiais devem sempre ser consultadas antes da viagem.

Na prática, porém, cadeiras ou bancos dobráveis podem fazer uma grande diferença para quem passará várias horas no Prato.

As corridas de apoio

O domingo começa muito antes da Fórmula 1.

Vale chegar cedo para acompanhar as categorias de apoio, como Fórmula 3, Fórmula 2 e Porsche Supercup.

Além das corridas, o público pode acompanhar a programação especial do Grande Prêmio.

Durante a tarde também acontecem a apresentação dos pilotos, o hino italiano e o tradicional sobrevoo das Frecce Tricolori, que deixam no céu as cores da bandeira italiana.

A Fórmula 1

A corrida principal começa às 15h.

Em 2026, o GP de Monza produziu um resultado histórico.

Kimi Antonelli, piloto italiano da Mercedes, largou na 19ª posição e venceu a corrida em casa, protagonizando uma recuperação de P19 a P1.

Com apenas 20 anos e em sua segunda temporada na Fórmula 1, Antonelli tornou-se o primeiro italiano a vencer o Grande Prêmio da Itália em Monza desde Ludovico Scarfiotti, em 1966.

Foram 60 anos de espera.

Para quem estiver no circuito, é justamente esse tipo de momento que mostra por que vale a pena acompanhar um Grande Prêmio ao vivo.

Depois da corrida

Quem estiver no Prato deve evitar sair imediatamente após a bandeirada.

É possível que o público consiga entrar na pista depois da corrida, conforme a organização e as condições de segurança.

Nesta experiência, foi possível entrar na pista, caminhar pelas zebras e tirar fotos no próprio traçado.

Também foi possível caminhar em direção ao pódio, embora a distância tenha sido maior do que o esperado e não tenha sido possível chegar a tempo de assistir à cerimônia.

Mesmo assim, entrar na pista depois da corrida foi uma das experiências mais marcantes do fim de semana.

Volta para Milão

A saída do circuito pode ser bastante demorada.

Depois da corrida, o trânsito aumenta muito e o tempo de deslocamento pode ser aproximadamente o dobro daquele da ida.

Por isso, não é recomendável marcar compromissos muito próximos do horário previsto para a chegada a Milão.

Depois de voltar ao hotel, uma boa estratégia é tomar banho, jantar próximo à hospedagem e descansar.

Uma opção para quem estiver em Città Studi é a Sapori di Napoli, uma pizzaria próxima da região do hotel.

E, para encerrar o dia, um gelato na Artico Gelateria Città Studi é uma boa maneira de terminar um domingo de Fórmula 1.

Quarto dia — Retorno para casa

O quarto dia é basicamente o dia de retorno.

Quem tiver um trem muito cedo deve deixar tudo organizado na noite anterior.

Também é recomendável comprar o café da manhã previamente, principalmente se o hotel não oferecer serviço tão cedo.

Para quem estiver hospedado em Città Studi, o ônibus 91 é uma das opções para chegar à região da Milano Centrale nas primeiras horas da manhã.

A partir da Milano Centrale, há conexões internacionais e regionais para Lugano, de onde é possível continuar a viagem em direção à Suíça.

No caso deste roteiro, a viagem de volta foi feita por Milano Centrale, Lugano e Altdorf, terminando em Stans na manhã seguinte.

Gastronomia: o que experimentar em Milão

Uma viagem curta a Milão permite experimentar alguns dos principais pratos locais.

Entre os mais importantes estão:

Risotto alla milanese — risoto preparado com açafrão, um dos pratos mais tradicionais da cidade.

Cotoletta alla milanese — tradicionalmente feita com vitela, geralmente com o osso, empanada e frita na manteiga.

Ossobuco — outro dos grandes clássicos da cozinha milanesa e uma das especialidades que pode ficar para uma próxima visita.

Mondeghili — pequenas almôndegas tradicionais de Milão.

Panzerotto — opção prática para um lanche rápido, especialmente na região central.

E, naturalmente, não se deve deixar a Itália sem experimentar alguns gelatos.

Quanto tempo ficar em Milão?

Três dias inteiros são suficientes para conhecer uma boa parte dos principais pontos turísticos de Milão.

Quatro dias permitem fazer tudo com um pouco mais de tranquilidade.

Para quem pretende assistir ao Grande Prêmio de Monza, o ideal é reservar pelo menos um dia inteiro exclusivamente para a Fórmula 1.

O GP não deve ser tratado como um passeio de algumas horas. É um evento para o dia inteiro.

Vale a pena combinar Milão com Monza?

Sim. Milão oferece atrações suficientes para preencher vários dias, enquanto Monza acrescenta uma experiência completamente diferente.

Para quem gosta de Fórmula 1, o Grande Prêmio italiano é uma oportunidade especial de conhecer um dos circuitos mais tradicionais do calendário e experimentar a atmosfera dos tifosi.

Para quem não acompanha tanto a categoria, ainda existe o valor histórico do circuito e toda a programação de um grande evento esportivo.

Conclusão

Milão é um destino que funciona muito bem para uma viagem curta. Em poucos dias é possível combinar monumentos históricos, arte, museus, gastronomia, compras e vida noturna.

E, durante o Grande Prêmio da Itália, a cidade ganha ainda uma atmosfera especial.

O roteiro apresentado mostra que quatro dias são suficientes para conhecer os principais pontos de Milão e ainda dedicar um domingo inteiro a Monza.

O grande destaque, naturalmente, é o GP. E a edição de 2026 tornou a experiência ainda mais especial: Kimi Antonelli venceu em casa largando em 19º, tornando-se o primeiro italiano a vencer em Monza em 60 anos.

Para quem gosta de automobilismo, é difícil imaginar uma maneira melhor de conhecer Milão do que combinar a cidade com um domingo no Autodromo Nazionale Monza.

E para quem pretende fazer essa viagem, ficam as principais recomendações: planeje bem os deslocamentos, reserve antecipadamente as atrações mais concorridas, chegue cedo ao circuito, leve água e proteção contra o sol e, no Prato, escolha o lugar pensando não apenas na visão da pista, mas também na existência de telão, som e sombra ao longo do dia.

Faça uma boa viagem!