Há uma história interessante por trás do nome
Rand, que vem de
Witwatersrand, abreviação de
White-waters-ridge, que significa Montanha das Águas Brancas e está relacionado a uma montanha na cidade de
Johannesburg onde era a maior reserva de ouro da África do Sul.
Fechando o roteiro e o valor, o motorista vai levar você ao carro e iniciar a jornada. Durante o trajeto, aproveite para conversar com ele sobre o
apartheid (antes de perguntar se ele se sente à vontade para falar, é claro!) e entenda de perto como eram as relações entre raças na África do Sul na época desse regime.
Uma coisa notável no país é a influência de
Nelson Rolihlahla Mandela por todas as partes. Em qualquer lugar que você for, será notável alguma referência ao líder.
O passeio inicia na casa atual de
Nelson Mandela. A casa fica num bairro muito tranquilo e cheio de casarões, com ruas pouco movimentadas. O motorista vai sugerir não descer do carro, pois caso você seja pego andando pelas ruas ao redor da casa fatalmente a segurança irar abordar para saber do que se trata.
Na sequência e bem próximo à casa de Mandela, no bairro de
Houghton, está o
Nelson Mandela Centre of Memory, núcleo da
Nelson Mandela Foudation, e tem como foco três grandes áreas de trabalho: a vida e o tempo de Nelson Mandela, diálogo para a justiça social e o dia internacional de Nelson Mandela.
Após esses dois lugares, o motorista leva você ao
Nelson Mandela Square, um complexo com lojas, restaurantes e cafés que circundam uma praça no estilo europeu.
O centro de compras é imenso e com excelentes lojas.
Aproveite e sente em um dos restaurantes para tomar um café e observar o movimento dos locais e a dinâmica das águas da fonte, no centro da praça.
A praça é belíssima e em frente à fonte está localizada uma estátua em bronze de Nelson Mandela, com 6 metros de altura.
Após a pausa para descanso, um longo caminho vai levar você ao destino mais esperado do dia: o
Lion Park. Já na chegada você percebe que se trata de um terreno gigantesco e, se tiver sorte, já vai dar de cara com algum animal solto no estacionamento, como uma girafa.
Siga até o guichê de atendimento e compre seu
ingresso. Como o carro do próprio guia será usado para o passeio, você termina economizando 75 rands.
A decoração da parte humanizada do parque é toda em função de leões.
O passeio começa por uma vasta área de pastagem onde se pode observar gnus de rabo branco, girafas, zebras e antílopes como órix, cabra-de-leque e
blesbok. Todos livres.
Após o passeio em área aberta com essa miscelânea de animais, começa o passeio nas áreas cercadas, com quatro raças de
leões (incluindo os raríssimos leões brancos), cães selvagens, chitas, chacais e hienas. As distintas raças de leões são protegidas entre si para evitar confrontos.
Uma área muito popular no parque é a de bebês-leões. São inúmeros e ficam brincando o tempo inteiro. É possível entrar no cercado deles, com a presença de um instrutor, e até fazer carícias neles. Se o parque estiver lotado, o tempo de permanência é de 90 segundos. Portanto, aproveite para usufruir essa oportunidade ao máximo.
Curiosamente, para fazer carícias nesses felinos fofíssimos, é preciso ter uma pegada forte, caso contrário eles vão estranhar e eventualmente afastar você de perto do modo que mais convém a eles. E não é algo nada agradável! O editor do blog levou uma leve mordida no pé esquerdo de um desses animaizinhos.
É possível ainda ver avestruzes e girafas, além do curioso
suricata, que ficou popular através do personagem Timão do filme
Rei Leão da
Disney.
Perca o tempo que quiser nesse passeio. Sem dúvida é o mais agradável de todos!
Terminado o contato com os animais africanos é hora de ir ao
Soweto.
No caminho você vai encontrar extintas minas ao ar livre. Um cenário bem diferente. Eram minas que no passado foram bastante exploradas e que hoje não resta nada. A cidade era conhecida por ter jazidas de ouro imensas.
Johannesburg passou rapidamente de savana para a mais importante cidade do país, graças à descoberta dessas minas de ouro.
A cidade também é conhecida como uma das cidades mais verdes do mundo.
Ainda no caminho para o Soweto você vai passar pelo
Orlando Stadium, que foi palco da abertura da
Copa do Mundo da África do Sul e onde Shakira cantou e dançou o
Waka-Waka.
Chegando no bairro, que tem seu nome originado de
South West Township, a impressão que se tem é que realmente você está no subúrbio. Casas simples, com um certo padrão de arquitetura, juntas, sem garagem e amontoadas.
A primeira parada é no
Memorial do Hector Pieterson, que morreu aos 13 anos de idade numa investida policial e que ficou conhecida como o
Massacre de Soweto.
Além da foto do garoto ensanguentado nos braços de um desconhecido ao lado da sua irmã, que virou um dos símbolos na luta contra o
Apartheid, também estão frases de luta pela liberdade e democracia e um marco com quatro faces. Em cada uma dessas faces há uma tábua de pedra com um discurso pela liberdade em várias línguas/dialetos africanos.
A parada seguinte é na
Mandela House. Para entrar você precisa comprar um
ticket e, mesmo estando sozinho, uma guia muito simpática vai conduzir você durante todo o passeio.
Impressionante como o povo africano é cortês. Povo educado e de sorriso fácil.
O passeio começa pelo lado de fora, onde a guia explica que Mandela sempre jogava o umbigo de seus filhos recém-nascidos na árvore em frente à sua casa.
Outras histórias que se prolongam são as dos seus casamentos e a do dia em que a polícia atirou contra sua casa.
Como último destino fica o
Soccer City, palco da final da Copa de 2010. Se você não demorou muito tempo no
Lion Park vai ter tempo de sobra para fazer uma visita ao estádio.
Não esqueça de agendar o passeio previamente antes de sair do Brasil. Os
tickets podem ser comprados na hora.
Por fim, já na volta para o aeroporto, você passará pelo centro da cidade, que tem uma arquitetura incrível. Os prédios da BHP, maior mineradora do mundo, são muito bonitos.
Dependendo do seu tempo, peça ao guia para parar em algum pequeno
shopping para comprar alguns
souvenirs.
Chegando ao aeroporto e estando com fome, existe uma padaria fantástica chamada
Fournos Bakery, com várias opções de pães e salgados. Uma excelente opção para quem quer economizar, já que a viagem ainda está começando.
O guia
South Africa Venues contém várias opções de passeio pela cidade.
E se você está procurando diversão, acesse o
Johannesburg Live, guia de agito da cidade.
E por fim, não deixe de comprar os deliciosos e premiados vinhos sul-africanos. Se não tem nada em mente arrisque um
Mont du Toit que pode ser comprado no
duty free shop. Garantia de êxtase ao provar!
Uma boa viagem!