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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Dicas de Viagem: Santiago


Atualizado em 1/Abril/2019

Aqui começo mais uma dica de mochilão. Esse post será um compilado de viagens realizadas entre 2005 e 2014.  

Sobre o Destino

Inicialmente a ideia de ir ao Chile era para conhecer e se divertir na neve. Com o tempo, percebe-se a quantidade de coisas legais que podem ser feitas por la e a neve e mais uma delas, porem, sem sombra de duvida, e muito bom aproveitar todos os prazeres esportivos proporcionados por esse gelinho que cai do céu.

Se você quer aproveitar a oportunidade de estar no Chile o e conhecer algumas de suas estações de ski mas não tem experiência, recomendo assistir a essas excelentes aulas do canal Ski School.

Visto

Lembre-se que para entrar no Chile não é necessário o passaporte brasileiro, tampouco do visto chileno, porém você precisa da carteira de identidade brasileira em boas condições.

Como Chegar



As companhias aéreas escolhidas foram TAM e Gol, com os tickets comprados pela Kiwi. Algumas saindo Recife, com escala em Guarulhos e outras partindo de São Paulo.

A chegada em Santiago é belíssima. Dependendo do horário da viagem, e possível ver da janela algumas montanhas cobertas por neve. Inclusive a tripulação avisa que e hora de apertar os cintos, pois a aeronave estará sobrevoando o Aconcágua, o ponto mais alto do hemisfério sul.
Chegando ao aeroporto de Santiago, pega-se um táxi amarelo e preto, que cobra em dólares ou em pesos chilenos para levar até o hotel. O preço gira em torno de US 20.00 até o centro de Santiago. Se preferir usar translado ônibus, existe uma companhia bem conhecida chamada Transvip, que cobra algo como US 3.00.

Faça rapidamente sua pesquisa e reserva de voos por aqui:



Onde Ficar

Se quiser ficar hospedado num lugar com uma atmosfera jovem e divertida, além de sempre poder contar com companhia para suas empreitadas, sugiro o simpático HI Santiago Cienfuegos, que fica na Calle Cienfuegos 151, e pertinho da estação de metro Los Heroes. O albergue é super organizado, com banheiros e quartos limpos, lockers em cada quarto (você precisa ter seu cadeado) e café da manhã básico. As diárias são a partir de US 30.00 e vai depender do tipo de acomodação que você vai querer. Existem quartos compartilhados, quartos privados com ou sem banheiro. Dentro do albergue há uma agência de viagens, onde você pode comprar pacotes para visitar vinícolas, Valparaíso, Viña del Mar, os centros de esqui ou até mesmo a cidadezinha de San Pedro do Atacama, no meio do deserto. Existem opções de passeios à cidade de Mendoza, na Argentina.

Outra opção de acomodação, caso você faça um estilo mais independente e prefere seu canto ou ainda está afim de privacidade por estar viajando em casal, sugiro o RQ Apartments Tobalaba ou alugar um apartamento pelo Booking ou AirBnB.
O RQ Flat que fica próximo à estação de metro Tobalaba, está super bem localizado, próximos a restaurantes e baladas da Calle Suécia. O quarto e a cama são gigantes. Contam com cozinha e banheiro com água aquecida. Tem aquecedor, wi-fi e tv a cabo.

O flat fica ao lado do Restaurante Ligúria, um excelente lugar para se reenergizar após a viagem e que tem decorações parecidas com o nosso cordel.
Já o apartamento do AirBnB ou Booking fica a critério do leitor, entretanto, o editor desse blog ficou em um bem no centro da cidade, ao lado do Mercado Central e do Paseo Ahumada. A dona do apartamento, que se chama Vivian, pensa em vários mimos para agradar sua estadia, inclusive disponibiliza um telefone celular para que você possa se comunicar com ela, caso necessário.
O apartamento é menor que o flat, tem cozinha e banheiro com água aquecida, wi-fi e tv a cabo. O único pecado do apartamento é que na época o aquecedor estava danificado. Tenha certeza que isso já foi solucionado, caso vá ficar por lá. Para entrar em contato diretamente com ela use economicchileapartment@outlook.com ou +56 953884299.

Ao andar pelas ruas de Santiago você vai perceber como a cidade é organizada e limpa, com povo educado e receptivo. A cidade contrasta arquitetura antiga com o novo.

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Aluguel de Carro

Não foi necessário alugar carro nessa viagem, mas se o estilo da sua viagem requer um carro, não deixe de procurar as ofertas do RentalCars, que busca os carros mais baratos em diversas locadoras, exibindo todos os resultados em uma única interface.

Primeiro Dia

No primeiro dia faça um passeio a pé pelo centro de Santiago, onde é possível conhecer vários lugares turísticos. As figuras de Salvador Allende e Pablo Neruda estão fixas pela cidade na forma de bustos.

O Palácio do Governo é um lugar imperdível, onde você pode ver a troca de armas, fazer uma visita interna e conhecer seu museu.
Visite ainda o Centro Cultural Palácio de la Moneda, o Acervo Nacional, torre de TV, o Correo Central, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (catedral da cidade), o Museo Histórico Nacional, a Universidade do Chile, a Universidade de Santiago e a Biblioteca Nacional, todos eles ficam bem próximos um ao outro.
Nesse dia visite o Mercado Central e almoce por la. Você vai perceber que o espaço e comandado pelo restaurante Donde Augusto e seus garçons insistentes. Caso não queria comer la, procure algum lugar mais tranquilo dentro do próprio mercado e peca frutos do mar.

Estando em Santiago, não deixe de ir a um Café con Piernas, os mais conhecidos são o Haiti e o Caribe, no Paseo Ahumada, centro da cidade. Nesse lugar as atendentes servem usando vestidos de lycra bem curtos, onde deixam à mostra não apenas as pernas. Não se trata de um bordel, o lugar realmente funciona assim e se tornou uma atração turística na cidade. Também não deixe de apreciar o Pisco Sour, um destilado de uva que é preparado com limão e açúcar e tem um sabor delicioso. Aproveite para comprar algumas garrafas, pois no Brasil não é fácil encontrar.

A tarde, um lugar fantástico de conhecer que fica plantado no meio da cidade é o Cerro Santa Lucia, um morro com 69 metros onde é possível ver Santiago de cima por praticamente todos os lados.

Logo na subida você vai se deparar com a Terraza Neptuno, cheio de fontes de água, sendo uma delas m á gica.
Ao fundo também é possível ver as montanhas da cordilheira, que dá um ar muito característico a essa bela cidade.
Dentro do cerro existe um castelo chamado Castillo Hidalgo que funciona como espaço para festas. Uma das festas mais disputadas de la e a de ano novo.
A noite, visite a região da Calle Suécia com vários pubs e restaurantes. Uma boa pedida é o The Corner Pub Brannigan's.

Um site excelente para saber o que fazer nas noites de Santiago é o Carretes.
E um outro site excelente de uma comunidade de organiza festas para estrangeiros, sempre com um tema diferente,  é  o Miercoles Po' .

Para comprar ingressos para shows use o PuntoTicket.

Segundo Dia

No segundo dia vá finalmente ter contato com a neve. Pegue um transfer por uma agência chamada Ski Total, que pega você no hotel e depois te leva de volta. O passeio custa algo em torno de US 20.00 e cada transfer leva em torno de 1 hora a 1 hora e meia, depende do seu destino.

O lugar onde se localizam os centros de esqui mais próximos a Santiago se chama Los Farellones. Lá estão o El Colorado, que fica a 50 km (aproximadamente) de Santiago e, em seguida, o Valle Nevado, que fica a uns 20 km (aproximadamente) a mais.

El Colorado é um centro mais simples e mais barato. Lá é possível fazer aulas de esqui que são bem práticas e em menos de 1 hora você já está fazendo os fundamentos básicos: manobras para direita ou esquerda e como parar. As pistas, tipos de neve e formas de esquiar são classificados por normas internacionais.
A estação do Valle Nevado é mais ampla, com várias opções de pista e com um preço um pouco mais alto que do El Colorado. Em ambas as estações existem hotéis com pacotes com hospedagem e acesso às pistas inclusos.

Para quem está iniciando, o El Colorado parece ser mais conveniente, por ser mais perto e por ser mais barato, uma vez que você não aproveitará todos os recursos do Valle Nevado por ainda não saber esquiar. 

Você perceberá que primeira vez vai descer com muita dificuldade. A segunda cai menos. Na terceira já vai contar nas duas mãos a quantidade de quedas. E a partir daí as coisas vão acontecendo naturalmente e você vê que já está esquiando com um pouco de propriedade, para aquele tipo de pista, com aquele tipo de neve e com aquela inclinação. 

Mais difícil que esquiar é conseguir pegar o teleférico de pernas, que o leva até o alto da pista. Você se diverte vendo as pessoas levando inúmeros tombos e perdendo seus lugares na fila para tentar subir. E isso termina acontecendo com você também. Use e abuse das pistas chamadas Princesas!
Já o Valle Nevado é algo para pessoas com alguma proficiência. As pistas são mais longas e com mais inclinação. Existem aulas lá também, porém as pistas para iniciantes são poucas.

A infra-estrutura de teleféricos é bem melhor que no El Colorado.
A vista de cima da montanha é linda. Lembre-se que você estará a mais de 3.000 metros de altitude!
A noite, caso queria fazer um programinha cultural e mais leve, compre ingressos para um dos espetáculos do Teatro Municipal de Santiago, que fica próximo ao Cerro Santa Lucia.

Depois do espetáculo, vá comer bem no Ligúria da Tobalaba.

Terceiro Dia

No terceiro dia, se você tem uma pegada aventureira e quer variar o esqui ou snowboard, vá até a região do Parque Natural Aguas de Ramon e faca uma de suas três trilhas.

A trilha do Salto Apoquindo é a maior e mais bonita. Acredite: o lugar tem uma vista irada tanto dos desfiladeiros para o rio que corre abaixo como das montanhas ao fundo cobertas de neve. E o fim de trilha vai levar você a uma cascata bem próxima a essas montanhas nevadas.
A vegetação ao longo da trilha junto com os animais que você vai encontrando compõem um cénario perfeito para uma aventura bem natural.

À noite, vale a pena sair na região da Bellavista, lugar bem movimentados em Santiago, onde se pode ir jantar, sentar num bar para beber e conversar ou ir a uma balada.

Um dos lugares mais disputados da região e o restaurante peruando Barandiaran, com pratos sensacionais e decoração muito pitoresca!
Na região existe uma especie de shopping center de bares e restaurantes que se chama Patio Bellavista. Chegando la, não deixe de ir no restaurante com musica ao vivo chamado Backstage Experience.

Quarto Dia

No quarto dia vá conhecer uma das inúmeras vinícolas próximas à capital, como a Concha y Toro , a Cousiño Macul ou a Santa Rita, todas localizadas no Vale do Maipu.

É possível comprar um passeio pela agência de turismo, mas também é possível chegar lá através de ônibus de linha ou de metrô.

As visitas devem ser agendadas com antecedência, então vale a pena mandar um email ou ligar confirmando.

A entrada custa pouco e você ganha uma taça para guardar como lembrança. A visita é guiada em grupos em inglês ou em espanhol. Você pode conhecer as instalações das vinícolas com seus casarões, a parte de produção, engarrafamento e armazenamento, as videiras com rosas nas extremidades para monitorar pragas e até o famoso Casillero del Diablo e sua lenda, no caso da Concha y Toro.
No final da visita existem lojinhas para comprar suas garrafas e aceitam cartão de crédito. Os preços são mais baratos que nas lojas da cidade. Você pode comprar para levar ou tomar ali mesmo, sentado confortavelmente em cadeiras de frente para um belo jardim, como no caso da Santa Rita.
Caso você não seja um aficionado por vinho e o motive da sua viagem tenha sido esse, sugiro que escolha apenas uma das vinícolas para visitar, pois os tours são bem parecidos.
A tarde, pegue um metro para a região da Bellavista e vá visitar o calmo Cerro San Cristobal. Para subir o cerro você pode ir de táxi, a pé ou usar um dos serviços de transporte, que oferecem um funicular ou um teleférico.
  La em cima você vai sentir uma paz de espirito inexplicável! Alem do ambiente ser muito tranquilo, a vista de cima de Santiago e da Cordilheira dos Andes e de arrepiar. Afinal de contas você estará a 863,94 metros acima do nível do mar.
No topo do cerro se encontrar o Santuario da Inmaculada Concepcion, onde são realizadas missas tanto na capela como ao ar livre.
A noite fique ali mesmo pelo Patio Bellavista e jante em um dos restaurantes sugeridos aqui no blog ou escolha um dos inúmeros que seja do tamanho do seu bolso.

Agora, se quiser mandar uma balada, visite nas região de Vitacura o Las Urracas, uma casa com vários ambientes, entre eles um bar, um espaço para eventos, um restaurante e a balada, que conta com pista e ambiente VIP.

Quinto Dia

No quinto dia aproveite para fazer um passeio mais leve e que considero pouco atrativo para Vina del Mar e Valparaíso.

Ou compre um pacote pelo ChileTours e vá visitar a região do Cajon del Maipo e conhecer o monumento natural El Morado, que fica no meio das montanhas da Cordilheira, junto ao glaciar San Francisco.

Espero que esse compilado sirva de referencia para uma boa experiencia na regiao de Santiago.

Faca ma boa viagem!


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sábado, 3 de agosto de 2013

Dicas de Viagem: Ilha de Páscoa

Viagem de 5 dias e 4 noites realizada em Junho de 2013, durante o Outono no hemisfério sul.

Sobre o Destino

Antes de mais nada, é preciso falar brevemente sobre a ilha, também conhecida como Rapa Nui, que significa ilha grande. No passado era chamada de Te pito o te henua, o umbigo da Terra.

A ilha pertence ao Chile e está localizada no meio do oceano Pacífico, entre a América do Sul e a Oceania.

É lá que você vai encontrar aquelas estátuas de pedra gigantes chamadas moais. A teoria mais aceita hoje em dia para os moais é que eles foram talhados na própria pedra vulcânica por habitantes polinésios da ilha, entre os séculos XII e XVII, e que representam os líderes Rapa Nui mortos, assim eles poderiam manter o maná protegendo seus descendentes.

Um fato curioso é que a grande maioria dos moais estão voltados para o interior da ilha, reforçando essa teoria que eles estariam olhando para sua tribo.

A ilha tem 7 milhas de largura por 14 milhas de comprimento e é de formação vulcânica.

A população de Rapa Nui gira em torno de 5000 habitantes, com flutuação alta de turistas. A formação da etnia é uma mistura de polinésios com chilenos.

Quando ir? O verão inteiro é uma época excelente para ir, mas no fim dele a ilha estará cheia de atividades.
Fonte: Google Maps

Visto

Brasileiros não precisam de um visto de turismo por até 3 meses de estadia para visitar o Chile, basta apenas apresentar a carteira de identidade. Se você não é brasileiro, verifique a necessidade de visto através dessa lista.

Como Chegar

O vôo foi comprado pela Kiwi e operado pela LAN, saindo de Santiago no dia 9 de Junho pela manhã e chegando à Ilha de Páscoa no mesmo dia. O vôo é de 5 horas e a diferença de fuso para Santiago é de 2 horas.

A chegada no aeroporto Mataveri é festiva. Funcionários dos hotéis da ilha esperam seus hóspedes com colares bem coloridos, que são postos nos pescoços dos turistas. Fique atento aos stands dentro da sala de bagagem ou fora do aeroporto.

A maior parte da ilha é considerada do Parque Nacional Rapa Nui. Para visitar dois lugares específicos, o Orongo e o Rano Raraku, é necessário ter um bilhete que comprove o pagamento da taxa de acesso ao parque.

Na entrada desses lugares existem guarda-parques que carimbam o bilhete. O acesso é controlado por causa da fragilidade desses sítios arqueológicos. O pagamento pode ser em dólares e no aeroporto essa taxa é mais barata.
Encontre seu guia, pegue o seu colar e siga de van para o hotel ou albergue.

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Onde Ficar

A hospedagem dessa viagem foi no albergue Kona Tau, filiado ao Hostelling International.

No trajeto entre o aeroporto e o hostel o guia faz um rápido city tour pelo povoado, indicando pelas ruas estreitas os bancos (Estado e Santander), farmácias (Cruz Verde), restaurantes, mercados, igreja, escola de mergulho, casa de apresentação de dança típica, locadoras de carro e bikes, centros de artesanato, entre outros.

Nesse rápido passeio já é possível ver alguns moais e o mar.
O hostel é de estrutura simples, com vários quartos duplos, triplos e quádruplos. A cozinha é pequena, mas suficiente se você está sozinho nela. A única geladeira disponível fica bem lotada com garrafas de vinho e cerveja disputando espaço com comida.

Uma coisa é inegável: o dono do hostel, um chileno muito bacana chamado Diego, é uma pessoa muito solícita, fornecendo desde informações até equipamentos para os passeios, como cooler ou lanterna.

Os quartos são limpos e com banheiros privados. Os chuveiros têm água quente.

Um aviso importante lembra aos hóspedes que a fonte de água doce da ilha é limitada e, portanto, é necessário usar com moderação tanto o chuveiro como descargas e torneiras.

Há um armário onde é possível colocar suas coisas e trancar com cadeado, caso necessário.

O café da manhã é suficiente: com frutas, suco, café, pão e geléia/manteiga. A área de convivência tem várias mesas e cadeiras, além de uma mesa de ping-pong.

Não lembro se existia um bar para venda de bebidas no hostel. O Diego tem um ukelele, uma espécie de violão de quatro cordas que faz um som bem agudo e alegre e que é base para a maioria das músicas que tocam nas rádios da ilha.

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Primeiro Dia

Após o passeio pelo povoado de carro e acomodação no hostel, faça uma caminhada pelas redondezas. É ótimo para fazer um reconhecimento da vizinhança e ao mesmo tempo já ir pesquisando lugares para comer, alugar bicicleta ou carro e fazer câmbio.

Não é necessário levar pesos desde Santiago, o câmbio na ilha é praticamente o mesmo do continente. Além dos dois bancos, é possível trocar moeda no único posto de gasolina da ilha, próximo ao aeroporto.
Durante o passeio, você pode ir até o cais de Hanga Roa, onde se encontram dois moais numa calçada feita de tiras de madeira toda envernizada, sentir como a temperatura do oceano pacífico naquela região é agradável, passar no posto de correios e já marcar seu passaporte com dois carimbos da ilha (não é pago, mas um valor simbólico voluntário é aceitável).

Os carimbos vêm com o nome em castelhano da ilha e com a imagem de moais. Em seguida, já parta para o ahu mais próximo do povoado: o ahu Tahai.

Ahu é uma espécie de altar Rapa Nui. Além dos moais, é possível ver algumas pedras com inscrições antigas chamadas de petróglifos. Essa região é perfeita para ver o pôr do sol.
Em frente ao ahu está o cemitério Tahai, de muro baixo, que à noite é possível perceber uma espécie de luzes de jardim em cada uma das sepulturas.

Ainda na mesma área, mas caminhando para o outro lado, em direção ao vulcão Rano Kau, você pode passar pela frente da base da Armada de Chile na ilha, por um cais com lanchas mais modernas que o cais de Hanga Roa e ver a luz do sol que já se foi por entre as nuvens, dando um belo colorido ao fim da tarde, que se encerra por volta das 19 horas.

Ao passar pela frente do hotel Hangaroa, um dos melhores da ilha, é possível ver na calçada a sacada de energia limpa que eles tiveram com os postes de iluminação: cada poste é dotado de um painel de captação de luz solar e uma hélice!
Um fato interessante: pelas ruas do povoado são notadas placas escritas em castelhano informando que o povo Rapa Nui não reconhece a soberania do Chile sobre a ilha.

A história é longa, mas em suma o que ocorreu é que quando os chilenos propuseram um acordo com os líderes nativos duas cartas foram escritas: uma em Rapa Nui e outra em castelhano. A escrita em Rapa Nui mencionava que o Chile ia apenas dar suporte ao povo da ilha, mas que a soberania ainda seria dos ilhéus, e a escrita em castelhano informava que o povo Rapa Nui reconhecia a soberania do Chile.

No fim do dia aproveite para sair e comer algo em um dos inúmeros restaurantes do povoado.

Segundo Dia

Aproveite para acordar cedo, já que a noite anterior foi só descanso e vá fazer a trilha para Rano Kau e Orongo.
A trilha é super leve e o visual é deslumbrante. Ver o sol nascendo e seu efeito alaranjado na vegetação ao redor do vulcão valem muito a pena.

Saindo do hostel, siga em direção ao posto de gasolina e, após o posto, vire a segunda rua à esquerda e siga em frente até achar uma placa informando Sendero a Orongo.

A partir daí é só seguir o caminho no chão e acompanhar o restante das placas ao longo do caminho.
Por causa do orvalho é possível que o trajeto esteja um pouco escorregadio. Não será difícil encontrar um cajado no chão para dar suporte na caminhada.

O conselho é sempre parar para olhar para trás durante a subida para ver Hanga Roa de cima e ver o sol nascendo por trás das montanhas.

Durante a maior parte do percurso você estará rodeado de flores amarelas que tomam conta da paisagem.

Chegando ao cume do vulcão, logo de frente você vai ver o mirador Rano Kau, que permite observar o que seria a cratera dele, hoje cheia de poços de água e vegetação.

Quanto mais o sol estiver perpendicular à Terra melhor para ver o vulcão, pois a iluminação fica plena. Portanto, sugiro deixar para ficar apreciando depois que passar por Orongo.

Para chegar a Orongo é necessário seguir pela estrada asfaltado a sua direita, olhando para o Rano Kau. Em pouco mais de cinco minutos de caminhada é possível chegar lá.

Caso o portão principal esteja fechado, olhe para a esquerda e perceba que existe uma catraca livre e será por lá o seu acesso.
Orongo é um vilarejo cerimonial onde se reuniam os chefes dos clãs para buscar nas três ilhotas chamadas Motu Nui, Motu Iti e Motu Kau Kau os ovos de um pássaro migratório chamado manutara, que colocava seus ovos na maior ilhota (Motu Nui) em setembro, durante o início da primavera.

O que encontrasse o ovo dessa ave e o levasse primeiro de volta para Orongo era nomeado homem pássaro (Tangata Manu) por um ano na ilha. Em Orongo existem várias habitações semelhantes a covas e petróglifos com representação da divindade suprema chamada de Make-Make.

Essa região da ilha só era habitada durante a época dessa competição. Ainda em Orongo, aproveite para tirar fotos das casas Rapa Nui, dos petróglifos, das ilhotas e da vista do Rano Kau. Há uma recepção na entrada do sítio, que após seu passeio já deve estar aberto e conta um pouco da história do lugar.
Saindo de Orongo, passe novamente pelo mirador do Rano Kau, aproveitando que o sol já deve estar mais forte, admire a bela vista desse vulcão tão cheio de história. Volte pela mesma trilha para o povoado ou pegue uma carona com algum grupo que foi de carro.

Chegando lá, volte para a avenida principal e vá alugar uma bike na Insular Rent a Car. Procure Dominique, uma simpática chilena, que vai com muita paciência e simpatia atender você. Uma dica: peça desconto tanto no aluguel da bike como no aluguel do 4x4 no dia seguinte. Se quiser já faça um pacote. O desconto costuma ser de 10% a 15%.

Rapidamente você já pega sua bike e já pode dar uma volta pela costa oeste da ilha.

Antes disso, passe no Orca Diving Center, no cais de Hanga Roa, e já agende um mergulho para o mesmo dia, às 14h. Eles saem diariamente três vezes: umas às 9h, uma às 11h e uma às 14h. A saída às 11h normalmente é para primeiro mergulho, enquanto que os outros horários é para mergulhadores credenciados. Também peça desconto que eles dão em torno de 15%.

Antes do mergulho um trecho rápido e fácil de fazer é para visitar a caverna Te Pahu, que fica a alguns minutos de Hanga Roa. Certifique-se que você tem uma lanterna (ou duas) em mãos.

Após a caverna Te Pahu, você pode ir até uma caverna com um visual bem mais legal chamada Dos Ventanas. Ver o oceano de lá é uma experiência fantástica. O caminho até lá já vale a pena!
Calcule o tempo de ida para que você esteja a tempo no centro de mergulho.

O instrutor, que não me lembro o nome agora, é muito experiente e passa muita segurança.

Como primeiro mergulho na ilha é recomendado os arrecifes da baía de Hanga Roa. Você vai encontrar arrecifes, uma quantidade de vida impressionante, pois costumam dizer que a fauna de Páscoa é pobre, e um moai!!! O mergulho é fácil e não dura mais que uma hora.

Dois outros mergulhos não devem deixar de ser praticados: o da caverna e o da plataforma, próximo a Orongo. Mas para esses dois mergulhos é preciso que o mar esteja tranquilo ou que o mergulhador tenha um pouco mais de experiência, caso contrário o instrutor não o levará.
Como o mergulho dura apenas uma hora e o sol se põe em torno das 19 horas, ainda dá para pegar a bike e ir até o Puna Kau, fábrica de chapéus dos moais, e o ahu Akivi, um altar com sete moais, para ver o pôr do sol. Depois de um dia tão cansativo, volte pedalando para o hostel e aproveite a noite para descansar as pernas e a mente, tomando um mix de cervejas que os mercados locais oferecem.

Antes de dormir, peça ao Diego uma lanterna de cabeça, pois será necessário para o dia seguinte. Além disso, combine para ele preparar seu café da manhã um pouco mais cedo.

Terceiro Dia

Dia de levantar cedo, antes mesmo do sol nascer, porque o grande propósito é ver ele nascendo por trás do ahu Tongariki! O tempo estimado é de uma hora e trinta minutos para uma pedalada leve, partindo de Hanga Roa.

Então levantar umas 5h30 para tomar seu café, fazer um alongamento e cair na estrada.
Não esqueça da lanterna e do selim de gel.

Explore as marchas da bicicleta, pois o percurso é longo para quem não está acostumado e existem vários trechos de subida. A ida tem uma descida longa mais para o lado da costa. A volta você tem que subir tudo.

No meio do caminho desligue a lanterna e curta o visual do céu! É colorido!!!

Durante o trajeto você vai observar carros parados na beira da costa, além de vários outros carros passando por você pela estrada com o seu mesmo objetivo.

Com o dia já clareando e ainda com estrelas no céu, é possível começar a ver a beleza natural dessa região da ilha.
Chegando na entrada do ahu Tongariki, encoste a bicicleta e vá curtir o visual do nascer do sol. Esse ahu é o que contem mais moais reunidos na ilha. O mar batendo nas pedras por trás do ahu faz um efeito muito bonito.

Dali das pedras também é possível tirar fotos fantásticas do ahu com o Rano Raraku ao fundo.
Na sequência pegue a bike e suba o Rano Raraku. Dá aproximadamente 1km. Estacione próximo ao mercado de artesanatos, fora do parque.

Se chegar muito cedo, não precisa esperar abrir o parque, assim como Orongo, pois na volta você pode carimbar sua entrada.
O Rano Raraku é chamado de fábrica de moais, pois era dali que o povo Rapa Nui esculpia na própria montanha esses famosos gigantescos.

É bem curioso ver vários deles já com forma do rosto e do corpo, ainda na rocha de origem vulcânica.
Ali de cima o visual é fantástico! É possível ver o ahu Tongariki com o oceano ao fundo.

Contornando o Rano Raraku, pelo lado oposto ao da fábrica de moais, você vai chegar ao centro desse vulcão de porte menor da ilha. Existe um lago bem bonito em sua cratera e ao redor cresce abundantemente uma vegetação chamada de totora, que é base para vários artesanatos e também servia como uma espécie de canoa, para a disputa do hombre-pájaro.

Terminando o passeio, vá até ao mercado de artesanatos tentar achar algum mini moai e aproveite para comer uma empanada e tomar uma cerveja. Os artesanatos aqui têm o mesmo preço de Hanga Roa.
Voltando à estrada, hora de pedalar mais alguns minutos em direção ao norte da ilha e chegar à pedra Te Pito Henua, também conhecida como umbigo do mundo.

Sente-se em uma das quatro pedras ao redor, coloque as duas mãos na pedra, encoste a testa na pedra e faça um pedido. A pedra é magnética e se acredita que um dos reis Rapa Nui a levou até ali e que através dela é possível enviar energia positiva para qualquer lugar.

Um pouco mais à frente você chega à praia de Ovahe, uma praia de formação vulcânica que é simplesmente linda! Seria um lugar perfeito para a prática de snorkel, caso não fosse proibida para banho, por causa de seu crematório cerimonial.


Nesse dia, apenas dê uma curtida rápida em Ovahe e invista o resto do tempo para descansar e curtir Anakena, que fica a alguns minutos dali. No caminho, haverá uma bifurcação. Escolha a rota da esquerda, pois é menos íngreme e te levará às barracas da praia e mais próximo ao ahu que há lá.
Chegando em Anakena, fique logo na barraca mais próxima do estacionamento e procure por Karolina Rapu, uma simpática ilhéu que vai atender você com um sorriso no rosto o tempo inteiro.

Peça uma empanada de atún y cebolla e a deliciosa cerveja haitiana Hinano Tahiti! É um ótimo momento para trocar experiências com outros turistas, além de poder conversar também com a Karolina, que pode te dar algumas dicas.

Em Anakena, existem dois ahus: um com um único moai chamado de Ature e outro com sete moais chamado de Nao-Nao. Lembre-se de respeitar esses altares. Há guarda-parques por toda a ilha.

Anakena é uma das únicas praias, senão a única, com cara de praia na ilha! Aproveite para dar um mergulho e curtir o Pacífico.

Depois de um merecido e prolongado descanso é hora de pegar a bicicleta e voltar pedalando para Hanga Roa.

Nessa hora o ritmo será mais lento, o sol estará mais forte, mas você vai aproveitar para curtir mais a paisagem. A sugestão é voltar pelo meio da ilha, ao invés da costa, que é mais íngreme.

À noite, jantar em algum restaurante do povoado, de preferência na beira-mar, tomando um bom e barato vinho chileno.

Antes de voltar ao hotel, passe num dos mercados para comprar bebidas e alguns lanches para o dia seguinte.

Chegando no hostel peça a cooler emprestada ao Diego.

Quarto Dia

Se o terceiro dia foi dia de cansar, o quarto dia é dia de descansar.

Acorde cedo e vá até a Insular Rent a Car conversar com a Dominique. Alugue um 4x4 e tire o dia para dar uma volta na ilha toda. Não esqueça de pedir o desconto!

Abasteça o carro com a cooler e os lanches, compre gelo no mercado e caia na estrada. Ir dirigindo pela costa leste da ilha curtindo a paisagem e parando aos poucos é bem agradável.

Com um mapa na mão é possível identificar pontos de maior interesse. Há moais caídos, piscinas naturais, vistas deslumbrantes...

O destino final não poderia deixar de ser Ovahe e Anakena. Porém, nesse dia, curta mais Ovahe. Suba a colina à esquerda da praia e invista um tempo nas pedras próximas ao mar e se deslumbre com a beleza natural desse lugar. O barulho das ondas batendo nas pedras, o vento fresco soprando no rosto e o azul do mar por todos os lados. Facilmente você vai esquecer do tempo com a paz que vai invadir sua mente e seu corpo.
O blog considerou esse lugar o mais energético de Rapa Nui.

Depois desse momento de reflexão nas pedras, suba a colina que estará atrás de você e veja do alto o verde descampado se misturando com o azul do céu e do mar.

Cuidado apenas com o cascalho, que vai fazer facilmente você escorregar.
Ainda em Ovahe, existe uma espécie de caverna a uns três metros acima da parte de areia. É pequena, mas de lá é possível tirar ótimas fotos da praia.

Deixando Ovahe, o destino invariavelmente é Anakena e a cerveja é a inesquecível Hikano.

Se você ainda tem fôlego, largue o carro o mais próximo de Tere Vaka e suba esse vulcão. Lá de cima, o ponto mais alto da ilha, é um dos únicos lugares no planeta onde é possível ver em 360º o horizonte. E o mais interessante é que você vai entender o conceito de ilha: "espaço de terra cercado por todos os lados".
Antes de voltar ao hostel, despeça-se do seu último por do sol no ahu Tahai.

À noite, junte a turma no terraço do hostel e aproveitem para tomar um geladíssimo pisco sour, especialidade do Chile que lembra bastante a caipirinha brasileira.

A programação da madrugada é ir de carro ao topo do Rano Kau para ver o céu com seus diversos tons de azul e lilás. As estrelas parecem mais brilhosas!

Porém, antes de ir ao vulcão, a parada é o metro quadrado mais badalado de Rapa Nui: o Pikano Restobar Rapa Nui!

É nesse lugar com ambiente super amistoso que se encontram todas as quartas-feiras nativos e turistas de várias partes do mundo.

O lugar é pitoresco! Primeiro porque você não acredita que no meio do nada vá encontrar alguma badalação, pois fica na estrada para Anakena, fora de Hanga Roa. E ao entrar no lugar você vai ver uma concentração de pessoas até então não vista em Páscoa, uma banda tocando música ao vivo, um telão exibindo clipes dos festivais Rapa Nui... O clima é muito bom!

Quinto Dia

O quinto dia é perfeito para comprar artesanatos e visitar a igreja de Hanga Roa, onde são realizadas missas em castelhano e Rapa Nui todos os domingos às 9 horas da manhã.
Malas prontas! É hora de se despedir desse pedacinho de coisa boa no meio do nada.
O hostel tem serviço de transfer até o aeroporto.

No bar do aeroporto, caso você ainda não tenha tomado e seja época de produção, é possível saborear uma Mahina, cerveja exclusiva produzida na ilha pelo Mike Rapu, enquanto espera o vôo.

Dicas Extras

Os preços em Páscoa são mais caros que no continente, principalmente para hospedagem e alimentação.

Todo ano, em fevereiro, é realizado o festival cultural Tapati, voltado a música e dança, mas que recria alguns esportes ancestrais e avalia as diversas competências dos nativos.

Iorana é o cumprimento que se fala ao encontrar alguma pessoa.

O que levar (caso aplicável): lanterna, suporte de lanterna para bicicleta, capa de gel para selim.

Faça uma boa viagem!

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