Dicas de Viagem: Bogotá

Viagem de 4 dias realizada entre 03/06/2010 a 06/06/2010, durante o outono.

As fotos foram tiradas em uma câmera convencional e posteriormente escanedas. A qualidade não está boa, mas dá para ter noção da beleza do lugar.

Voo saindo do Brasil na quinta-feira às 12h30 com previsão de chegada à Bogotá às 19h50 (horário local) pela Gol Linhas Aéreas. A taxa de embarque colombiana (U$ 38,00) já é paga junto com a tarifa aérea.

Chegando no aeroporto El Dorado, passe pela imigração, seja farejado por cães policiais e depois troque sua moeda em uma das quatro casas de câmbio que existem na saída. No aeroporto o câmbio é bem mais vantajoso que no centro de Bogotá.
Depois de trocar a moeda, do lado esquerdo antes de sair do prédio do aeroporto existe um balcão de informações turísticas esBogotá, que pode fornecer um mapa detalhado de Bogotá e da La Candelária, o centro histórico.
Pegue um táxi conveniado até o Hostel Cranky Croc, que fica na calle 15 com a carrera 4. O táxi fica por aproximadamente U$ 10,00 e você já sabe quanto vai pagar antes de pegar.

É importante entender como funciona a divisão de ruas e avenidas em Bogotá para se orientar. Existe um cerro chamado Monserrate que fica no lado leste da cidade. As avenidas (carreras) são numeradas do leste para o oeste partindo do cerro, de forma que a carrera 1 é a primeira após o cerro. As calles (ruas) são numeradas em sentido vertical. Outra coisa importante de saber é que as casas têm dois números: o primeiro sempre indica de qual carrera ou calle ela está mais perto e o segundo indica realmente o número da casa ou prédio.

O alberque Cranky Croc pertence a dois irmãos australianos e é muito bem cuidado. Tem um staff atencioso, quartos com camas e colchões novos, roupa de cama nova e limpa, armários individuais (cadeados são vendidos lá por U$ 2,60, mas você pode levar o seu) banheiros compartilhados com água quente, área de internet, cozinha grande e limpa com vários aparelhos, sala de vídeo, bar para fumantes.
As diárias em dormitório custam aproximadamente U$ 10,00 e eles não aceitam cartões de crédito.
Eles vendem salgados, cervejas Águila e Club Colombia e vinhos por preços razoáveis. O local é super bem localizado para quem quer andar pelas ruas de Bogotá. À noite, existem bares e danceterias por perto, que são frequentadas por locais ou turistas dos albergues da região.
Por perto existem museus, farmácias, mercados e lojas de compras.

Aproveite a primeira noite para conhecer a moçada hospedada no albergue, que antes de sair fica fazendo um esquenta no bar do albergue.
A quinta-feira em Bogotá é o melhor dia para dançar rumba. Existem algumas danceterias de rumba próximas ao albergue: a Quiebra-Canto e outra que não me lembro.
Os bogotanos adoram dançar e costumam chamar pessoas que nem conhecem para bailar junto com eles.

Queria deixar uma nota aqui: resolvi minha viagem à Colômbia na madrugada da quarta (02/06/10) para quinta-feira (03/06/2010). Como o voo era às 12h30, acordei cedo e entrei em um site de mochileiros para procurar albergues. O primeiro post que encontrei falava que o albergue Platypus era o melhor albergue de Bogotá. Não tive dúvidas, entrei em contato diretamente com o albergue e fiz uma reserva para todos os dias. Para quem não tem onde ficar em Bogotá o albergue Platypus é uma opção. Mas quanto aos atributos do albergue confesso que fiquei um tanto frustrado:
- primeiramente fui secamente atendido pelo staff (considerando que o povo colombiano é simpático, solícito e que adora o povo brasileiro) e achei isso uma ofensa
- o dormitório que fiquei não tinha lockers para guardar minha mochila
- o banheiro do quarto, apesar de privativo, não tinha ducha quente, e a água fria de lá é muito gelada
- acima do dormitório havia outro dormitório, e o teto/chão era de madeira, de forma que todas as vezes que alguém caminhava pelo quarto de cima um barulho insuportável era escutado no quarto de baixo.
Suportei ficar nesse albergue até tomar o primeiro banho. Na mesma hora procurei e achei o Cranky Croc e conversei com o dono para que eu pudesse mudar. Ele falou que teria vagas no outro dia, mas eu disse que queria mudar naquela mesma hora (já era de noite). Mudei sem muitos problemas e depois daí a hospedagem foi super tranquila e agradável.

Se você não quiser preparar seu próprio café da manhã no hostel, caminhe pelo centro de Bogotá e conheça algumas lanchonetes e padarias que servem deliciosas comidinhas matinais. Perto do hostel também existem alguns supermercados. Vá a algum mercado e faça compras. A cozinha do Cranky Croc é muito organizada.

Na sexta-feira pela manhã, aproveite para conhecer o Museo del Oro, Museo de la Esmeralda, Museo del Cobre e o Museo de Fernando Botero.
O museu do ouro mostra uma pancada de peças desde aC até os dias de hoje, mostrando técnicas que os aurifes usam para confeccionar as peças. O museu da esmeralda e do cobre são parecidos com o do ouro, mas em proporções menores.
A entrada do museu do ouro custa U$ 1,50, mas aos sábados é possível visitar gratuitamente.
Se quiser comprar artesanatos, existe uma feirinha cultural em frente ao Museu do Ouro. Lá você pode comprar livros, cds e artesanatos. Encontrei a nova edição do Cién Años de Soledad com pouco uso e com o preço de U$ 8,00. Um artesanto bem popular são as miniaturas da mão ou do cavalo do artista Fernando Botero.
Próximo ao museu do ouro está a capela dourada de San Francisco de Asis. A capela é linda e vale a pena a visita.

O museu de Botero, um conhecido artista colombiano por engordar todas as suas obras, é uma delícia para visitar. Logo de cara você encontra uma mão escura e gorda, com quase 2 metros de altura. Entrando na primeira sala à direita você já vê uma das obras mais interessantes: a Monalisa gordinha. Ao longo das salas você já vai percebendo os traços mais cheios do artista. O museu ainda conta com obras de artistas como Picasso e Renoir.
A entrada do museu de Botero e Casa da Moeda é gratuita.
Anexo ao museu de Botero está a Casa de la Moneda, que conta com o museu de numismática. Bastante interessante também ver o que foi acontecendo com as cédulas e moedas da Colômbia (e Grande Colômbia) ao longo do tempo.
Saindo do prédio e logo em frente é possível visitar a maior livraria da Colômbia: o Centro Cultural Gabriel García Marquez, prêmio nobel de literatura. Lá existem vários títulos em castellano e uma seção dedicada ao autor. A mais recente edição de Cien Años de Soledad pode ser comprada por aproximadamente U$ 15,00. Caso você goste de literatura em castellano é possível comprar títulos do chileno Pablo Neruda ou do uruguaio Eduardo Galeano.

Almoce um prato típico colombiano: o Ajiaco Santafereño, sopa feita com frango, batatas de diferentes variedades, milho e guascas, que geralmente acrescenta creme e alcaparras. É uma delícia e mata a fome de qualquer um. Custa algo em torno de U$ 6,00 o prato, que ainda acompanha arroz e "um pedaço de abacate"! O restaurante recomendado é um que fica em frente ao argentino Mi Viejo, na mesma rua da Casa de la Moneda.

Ainda no centro e caminhando poucas ruas é possível chegar à Plaza de Bolívar. Lá estão o Capitolio Nacional, a Catedral Primada de Bogotá, o Palacio de Justicia, a Alcaldia Mayor (Palacio Liévano) e por trás do Capitolio há um lindo jardim e o Palácio de Nariño (sede do Governo). Prepare-se para ter sua bolsa averiguada toda vez que cruzar uma barreira militar, que está fortemente armada.



Após essas visitas, caminhando pela carrera 7 com destino ao norte é possível visitar a Plaza de Toros Santamaria (mapa), local onde durante alguns meses do ano acontecem touradas. De janeiro à março ocorrem as touradas profissionais. De julho à agosto ocorrem touradas para os aspirantes. O local é impressionante. Caso esteja fechado, tente entrar em contato com o guarda e ofereça uma comissão de U$ 3,00. Ele permitirá que você entre para tirar algumas fotos e tentar imaginar como é o clima em um dia de tourada. O museu não fica acessível.
Depois de visitar o estádio de touradas, caminhe um pouco mais ao norte pela transversal 6 e visite o Museo Nacional de Colombia, que tem em seu acervo parte da história da formação da Colômbia.


Terminando essas visitas, volte ao centor de Bogotá sem compromisso e vá ao café Juan Valdez, próximo da Casa de la Moneda, e aprecie o mais popular e saboroso café colombiano.

Voltando ao hostel, aproveite para tomar uma ducha quente e dar uma relaxada. A essa altura suas pernas podem estar bastante cansadas.
À noite, comece o esquenta no bar do próprio hostel e depois siga para a Zona T, uma região dentro da Zona Rosa com vários bares, restaurantes e danceterias. Existem opções de danceterias onde não se paga a entrada e outras pagas. As pagas são frequentadas por uma moçada mais bonita e bem vestida. Você pode se divertir em qualquer uma delas. Sugestões são a Spin, com música colombiana eletrônica, ou a Bendito's, uma balada mais maurícia onde as atendentes tomam uma a noite inteira e sobem nas mesas para dançar ao som da alta e contagiante música eletrônica. Aceita cartão de crédito mas a entrada é "en efectivo".

No sábado aproveite para conhecer o café da manhã mais famoso, tradicional e elegante de Bogotá, que se encontra na carrera 7: chocolate quente com pão, queijo e manteiga. A padaria se chama Pastelería Florida e seu dono conquista seus clientes desde 1936. A padaria faz parte da história da cidade. Ao pedir o pan y chocolate não esqueça de solicitar para esquentar um pouco o pão.

Depois do café da manhã, vá caminhando até a calle 20 com a carrera 2, próximo ao cerro Monserrate. Subindo a ladeira do lado direito você vai encontrar o Casa Museo Quinta de Bolívar, na época que morava na Colômbia. A casa tem um estilo próprio e é muito confortável, com destaque para a sala de jantar, que durante o dia sob a luz do sol tem um aspecto muito agradável e convidativo. A entrada custa U$ 1,00.
Subindo um pouco mais é possível alcançar a base do cerro Monserrate. Aos sábados é possível subir à pé. Caso não seja um sábado ou você esteja sem gás, existe um teleférico e um funicular que cobram U$ 7,00 ida e volta. A vista lá de cima é belíssima e é possível identificar vários pontos turísticos de Bogotá. Existe uma capela em cima do cerro, que celebra missas regularmente. Ao lado da capela existem alguns restaurantes e uma feirinha de artesanatos.



Terminando a visita pegue um Transmilenio com direção à Zona T e almoce por lá.
A zona T é uma região muito propícia para compras. Há várias lojas de sapatos, tênis, roupas, couros e eletrônicos. Outra região que pode ser visitada para compras é a de outlets da Avenida das Américas. E se você quiser trazer de volta ao Brasil um pouco da Colômbia, não esqueça de comprar o aguardente Antioqueño, que tem um valor em torno de U$ 10,00, e o café Juan Valdez, que pode ser encontrado em vários sabores em pacotes que custam U$ 5,00.

À noite, a programação é imperdível. Inclusive várias pessoas falam: "quem vai à Bogotá e não conhecer o Andrés Carne de Res não foi à Bogotá". Existem duas opções: a mais antiga e tradicional na cidade de Chiá (um táxi até lá custa U$ 93), e a mais recente versão bogotana. O lugar é uma mistura de restaurante, circo e balada ao mesmo tempo.

No domingo, se não quiser ter que voltar ao albergue para fazer check-out ao meio dia, já deixe tudo pronto e pago e solicite que sua bagagem seja deixada no storage do alberque, é seguro e tem cadeado que apenas o dono manuseia.
Pela manhã, se o dia estiver ensolarada, alugue uma bike e vá pedalar na carrera 7. A avenida fica fechada apenas para ciclistas. Um aluguel fica por U$ 13,00 na Biketours e eles ainda oferecem passeios guiados.


O tamale é uma espécie de farinha de milho, doce ou salgada, podendo conter carnes, queijo, pimentões, entre outros. Envolvida na própria palha da espiga de milho ou em folhas de bananeira, cozida no vapor.
Prove! Caso encontre algum restaurante que ofereça.

Após o passeio de bicicleta, pegue um Transmilenio da estação do Museo del Oro até a Avenida Jiménez. Faça baudeação e pegue outro Transmilenio em direção ao Terminal Norte. Dura em torno de 40 minutos a uma hora toda essa operação e custa U$ 1,00. Desça no Terminal Norte e procure onde pega um ônibus intermunicipal para Zipaquirá. Pergunte ao cobrador onde descer mais próximo à Catedral de Sal. A viagem dura mais uns 40 minutos e custa U$ 2,00. É interessante o trajeto porque você corta praticamente Bogotá inteira do centro ao norte, além de cruzar a cidade de Chiá, onde se encontra o Andrés Carnes de Res. Chegando à Zipaquirá, caso ainda não tenha almoçado e provado o delicioso tamale, procure algum restaurante que o sirva. Em seguida caminhe algumas quadras até chegar a entrada do parque da Catedral. Suba as escadarias e compre o bilhete de entrada. Você pode optar por apenas visitar a Catedral através da Via Sacra, mas opte também pelo passeio conhecido como Ruta del Minero, uma experiência curiosa sobre as explorações na mina, onde você pode entender como funciona a engenharia por trás de tudo. Você receberá um capacete com uma lanterna muito potente e, em alguns momentos, você é convidado a desligar a lanterna para perceber a escuridão da caverna. O passeio da Catedral dura em torno de 1 hora e a Rota do Mineiro mais 30 minutos e ambos custam U$ 11,50. Aceitam cartão de crédito.


Terminando o passeio pegue o ônibus de volta para o Terminal Norte de Bogotá e, em seguida, o Transmilenio de volta para o albergue.
Próximo ao Terminal Norte existe um supermercado chamado Exito, onde você pode comprar café Juan Valdez, aguardiente Antioqueño e outras lembranças.
Pegue suas coisas, tome sua última cerveja colombiana (Aguila, Club Colombia ou Costañera) e peça para chamar um táxi. Se estiver com pressa você pode solicitar ao taxista que corra bastante. Ele ficará agradecido se receber uma gorjeta de 10% pelo esforço. O táxi do albergue ao aeroporto dá U$ 10,00 e não leva mais que 20 minutos com o trânsito livre.

Hora de voltar ao Brasil. Faça o check-in e vá até o balcão de atendimento colombiano para registrar sua saída em seu passaporte.
Se ainda sobrar dinheiro para últimas compras, o free shopping do aeroporto conta com várias lojas de artesanatos, camisetas e bebidas colombianas.

Muito útil: mapa das estações da Transmilenio.

Boa viagem!


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