Coisas do Recife

É tempo de renovação! A Páscoa chegou nesse mês de Abril!
E aproveitando o feriadão católico, peguei um vôo às 16h da quinta e fui ao Recife.
Já estava morrendo de saudades de tudo o que existe ali naquela terrinha: minha família, meus amigos, o Sport, o clima, a praia e muito mais.
Cheguei em torno de 19h e fiquei em casa mesmo, descansando para aproveitar o resto do feriado.

Na sexta comi um camarãozinho delicioso na casa de meus tios, com um purê de batatas com um sabor sem igual.
Descansei em casa e à noite peguei um cineminha: 300.
O que achei do filme? A força dos guerreiros espartanos é impressionante. Os valores que eles têm em proteger a família, Esparta e o próprio companheiro são fantásticos.

No sábado passei o dia no centro do Recife, fazendo compras e resolvendo coisas que tinha que resolver.
Matei uma saudade danada que eu tava sentindo daquele lugarzinho que passei parte da minha adolescência. Na época em que trabalhava no armazém do meu tio e que posteriormente abri o meu próprio negócio, vendendo picolés e "cilpinhos" na frente do mesmo armazém.
A Tobias Barreto, a Concórdia, Dantas Barreto, Direita, Calçada... O mercado de São José!!! Ahhhh, o Mercado de São José...
Lembro que quando passava pela rua das Calçadas, um sol torrando, um camarada na beira da calçada se encontrava em pé e tomando uma "lapada" de cachaça falava: "só enchendo a cara de cana mesmo".
Sempre falei que coisinhas pequenas me faziam feliz. E ao andar pelas ruas do Recife eu abria um sorriso enorme de felicidade, por estar em contato com tudo aquilo novamente.
Inclusive, no dia do aniversário da cidade, eu preparei um pequeno poema falando sobre a alma do Recife, que foi publicado no Diário de Pernambuco:

"A alma do Recife está no contraste urbano entre novo e antigo,
nas ruas que escondem trilhos de bonde,
nas calçadas em pedras portuguesas,
nos sobrados que revelam tanta história
e nos novos arranha-céus que dão modernidade à paisagem.

A alma está no cheiro do mar de águas quentes,
no dourado sol nascente refletido no Capibaribe
e no seu inconfundível céu azul.

A alma do Recife está em seu povo,
que não esquece seu passado
e torce por um futuro cada vez melhor.

A alma do Recife está em seus artistas,
que levam consigo para todos os lados
a cultura enraizada da nossa terra.
Ô saudade de tanta coisinha que só o Recife tem."


Passando por um dos becos entre a Direita e a Calçadas, um tocador tirava notas exatas de um blues em uma viola já cansada de guerra.
A rua das Calçadas é uma das ruas mais importantes do comércio do Recife. Lá você pode encontrar tudo e a um preço bem popular.
Andando mais um pouco você pode chegar à rua de Santa Rita, que também é outra rua importante no comércio. Todas elas vão desembocar no Mercado de São José, lugar que eu estava tentando chegar, para comprar o chapéu de palha do Nico e uma sandália de couro para Dona Regina, a mãe do Matheus.
Chegando ao Mercado de São José, pechinchei bastante para chegar a um acordo e comprei os dois presentes.
Voltei para a Concórdia, passando pelo beco onde o violonista continuava com seu show particular e aproveitei para tomar uma Coca-Cola de R$ 1,00.
Na Concórdia, tinha comprado encordoamento novo de nylon para o meu violão, um triângulo cromado e uma capa para o violão, pois pretendia trazer para SJC.

Voltei pra casa e já fui preparando minha mala para, no final da tarde, viajar para Gravatá.
Quando deu umas 17h, caí na estrada e em menos de uma hora já estava subindo a Serra das Russas e chegando a Gravatá.
Gravatá é uma cidade que dista a 84km do Recife (capital pernambucana). Tem o 5º melhor micro-clima do mundo (fonte: Camilo) e é um lugar perfeito para se passar a semana santa, haja vista as atrações que sempre estão por lá nesse período do ano.
Além de shows populares, com artistas locais encenando a Paixão de Cristo, também acontece em lugares fechados shows maiores e pagos. Esse ano quem deu o ar da graça por lá foi Reginaldo Rossi, Ivete Sangalo, Banda Eva, Babado Novo, Cavaleiros do Forró e Aviões do Forró.
Porém não fui pra nenhum desses shows. Preferi ficar na varandinha da casa dos meus tios, tomando um vinhozinho de uvas Cabernet Sauvignon do Vale do São Francisco, comendo um maravilhoso provolone coberto com ervas e molho de tomate seco, ao lado de minha família.
Deitado confortavelmente em uma cadeira-rede, eu apreciava o céu estrelado e a lua que iluminava a noite reinando quase que absoluta.
Aproveitei para dar uma passada na casa de uns amigos, que era do outro lado da pista, mas que para fazer esse retorno eu precisava ir até a cidade vizinha, pois o tráfego estava modificado na cidade.
Acontece que no passado a rodovia BR-232 ficava literalmente parada quando os shows de Zezé di Camargo e Luciano lotavam a pista de carros, esperando a oportunidade de estacionar, pois o local do show era num espaço à beira da rodovia.
Com a reforma da BR-232, foram construídas vias locais para acesso à Gravatá, não atrapalhando o fluxo de carros que seguiam pela pista principal.
Encontrei Léo, Ricardinho e Cíntia, que já estavam desde cedo tomando uma e nos esperavam para uma confraternização. Há tempos que não os via.
Os três estudaram comigo no Auxiliadora e atualmente a Cíntia é namorada de Ricardinho.
O pai de Léo, Marcelo Salazar, também fez uma sala lá com a gente.
Voltei pra casa dos meus tios e fiquei na companhia do povo da varanda até umas 3h da manhã.
Acordei no outro dia para ir pro jogo do Sport, que receberia as faixas de campeão pernambucano e enfrentaria o lanterna do campeonato: o Belo Jardim.
Jogo fraco, Sport ganhou de 3x0 com facilidade e eu matei saudades do meu time e da Ilha do Retiro.

Fui jantar na casa dos meus padrinhos, Vanita e André, que tinham preparado uma lasanha “supimpa”. Meus tios contavam histórias antigas do Prado e de clubes de futebol. Meu padrinho foi morar no Prado em 43 e se casou com minha madrinha. Ele torce pelo América e pelo Corinthians.
Depois de trocar idéias com todos e comer bastante, me despedi de todos e fui pra casa, arrumar minha mala para voltar para São José dos Campos.
Cheguei a GRU às 6h30 e fiquei esperando o Nico até 10h.
Daí viemos a São José e tudo voltou ao normal.

Esse post de hoje dedico aos rubro-negros, que num domingo de Páscoa saíram de suas casas e povoaram a Ilha com mais de 10.000 pagantes.

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